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Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns a este site, por ser um dos primeiros a tratar do Poliamor em Portugal.

Para além de explicar o que é o Poliamor o site contém também referências ao Poliamor em áreas como a Literatura e o Cinema. Seria bom que os utilizadores também participassem nesta com mais referências, no sentido de a enriquecer. Gostaria de ver no site um Fórum de discussão sobre o Poliamor e quem sabe até uma área de perguntas e respostas (FAQ).

Aqui fica o meu comentário a este site em crescimento.

João Paulo - Lisboa

 

O ser humano é a única criatura que sempre almejou e desejou em medida desproporcional ao seu próprio limite de alcance. Isso obviamente tem sido o motor da nossa civilização, tal como a causa directa de toda a nossa degeneração afectiva e  social; ao ponto de desprezarmos e repudiarmos o nosso semelhante. 

Amar sem limite, não é uma evidência de degeneração de qualquer espécie, antes pelo contrário; amar e ser amado bem pode ser a mais definitiva prova da nossa existência e também a mais benévola de todas.  O amor sem estigma social é a salvação da nossa própria espécie enquanto seres sociais e racionais.

Loki - Lisboa

 

 Ora eis aqui uma verdadeira pérola de referência sobre esse interessante tema que é o Poliamor. O texto da página inicial foram as primeiras linhas que eu alguma vez li sobre o assunto, sem nunca antes saber que o conceito sequer existia ou o que era. E no entanto, de uma grande força, clareza e transparência, essas palavras fizeram-me logo sentir seguro em relação ao que a coisa era - ou podia ser - e rapidamente perceber os seus contornos essenciais.

Na incessante busca de mais informação e novo conhecimento que esta introdução ao tema despertou em mim, li diversos outros textos noutros sites, inclusivamente definições concretas de Poliamor, e esta tua maneira de o explicar está muito mais concisa; resumida mas ao mesmo tempo abrangente, focando o que, na minha ignorante opinião, são os aspectos mais importantes. Dificilmente encontrei outros textos que falassem logo das coisas importantes de uma vez só e de uma maneira tão clara. Sempre que lia outros textos, reportava-me para as ideias que me tinham sido transmitidas pelo teu e isso ajudava-me a procurar mais informação para melhor perceber as nuances da questão.

Por isto te digo que me sinto deveras sortudo de ter como primeira fonte de informação sobre o tema.

O site está já bastante completo, com material e referências suficientes para se adquirir uma ideia bastante abrangente e diversificada do conceito e continuar a busca de informação indefinidamente, mas estou no entanto bastante ansioso de o ver desenvolver-se dada a margem para crescimento que ainda existe. Estarei expectante e atento.

Espero portanto ver-te com grande sucesso neste teu projecto, vale muito muito a pena a tua labuta e é sem dúvida alguma que te digo que ele já é, e certamente será ainda mais uma agradável contribuição para o enriquecimento e crescimento de todos nós.

Henrique - Lisboa

 

Que bom encontrar este site! Sempre imaginei o amor assim, nem fazia ideia que o termo existia até ler um artigo sobre o assunto.
Também nunca encontrei ninguém entre os meus amigos - que, nem sequer são assim muito convencionais - que questionasse abertamente a monogamia
A mim parece-me um sistema tão frustrante e antinatural, que não compreendo como se tem mantido oficialmente tanto tempo.
Portanto acabei por tornar este assunto tabu, embora na prática o tenha vivida na minha vida.
Excelente que há mais gente por perto que sente do mesmo modo.

Fátima - Lisboa

 

Li o artigo que saiu na Tabu, não fazia ideia que havia um conceito agregador com este nome.

Já tentei ter conversas sobre este assunto com pessoas com quem é fácil discutir sobre muitos outros assuntos e não consegui. Não por intolerância ou condenação, simplesmente porque as referências são outras e de tal modo inculcadas que não é fácil compreenderem. Mesmo quando falo com pessoas que têm relações paralelas, uma das coisas que mais as motivam a isso é procurarem ser o centro das atenções, daí o ciúme (ou o que lhe quiserem chamar) ser a questão central.

É-me muito difícil explicar que para mim gostar muito não significa querer ser o único interesse da outra pessoa. Que é normal sentir-se coisas muito recompensadoras por várias pessoas e isso não tem nada de menor. Pressupõe um gostar "bom", que não é egoísta. Já tentei traçar um paralelo com a amizade para me conseguir explicar melhor, porque de facto, para mim, é o mesmo. Mais: o sexo é uma extensão natural da amizade, em alguns casos. E as expectativas que temos em relação aos amigos não são de vivermos uma relação a dois. Mas mesmo na amizade há pessoas tão possessivas e competitivas que nem este exemplo serve de argumento muitas vezes.

Acho que o instinto de posse não tem nada de natural e instintivo, é uma construção social, apenas isso. Foi bom perceber que há outras pessoas que pensam assim. Não defendo que haja modelos melhores e outros piores, ou superiores. Importa sim que se  encontre formas de viver bem, sem que esse viver bem pressuponha que outrem viva mal. Só isso.

Um abraço

Alda - Lisboa